ENGENHARIA AUTOMOTIVA!
De acordo com os métodos adotados no desenvolvimento de veículos automotivos, a MERIDA decidiu começar a elaborar o conceito de nova marca medindo e analisando todos os dados reais de desempenho com relação às suas bicicletas.
Mais importante: a máxima segurança do produto! Os esforços da empresa foram focados no principal objetivo, que é reforçar as regiões que sofrem maior impacto no quadro o mais efetivamente possível ao analisar comparativamente matérias-primas para alcançar uma redução substancial do peso geral.
Em 2008, a empresa entrou em contato com Holger Krauss, especialista em Engenharia Automotiva da Universidade de Esslingen (Alemanha). Seu Instituto de Tecnologia de Veículos realizou a tarefa de coletar dados de desempenho real fornecidos pelas bicicletas MERIDA durante competições de XC.
Geralmente, isso é conseguido através do chamado “registro real de dados”: primeiramente, todas as áreas críticas do quadro são equipadas com transdutores e medidores de pressão. Esses sensores eletrônicos transmitem todos os impactos e vibrações (da compressão mínima aos efeitos de torção) a uma “caixa preta” separada no triângulo do quadro, uma medição feita em tempo real e ultra-rápida. Enquanto que o piloto de teste participa da prova, uma câmera mapeia todo o terreno (inclusive os obstáculos e dificuldades) de forma visual. Vantagem: durante a última análise, os picos respectivos de impacto do quadro poderão ser identificados facilmente por meio do perfil do terreno.
TESTES E MÉTODOS DE TESTE
Moritz Milatz – membro da consagrada MULTIVAN MERIDA BIKING TEAM – atuou como piloto de testes pilotando a bicicleta de referência anterior dos atletas profissionais da equipe: a MERIDA CARBON FLX TEAM 2009, Moritz participou de inúmeras corridas inclusive de um dos percursos mais difíceis da Liga Nacional de MTB da Alemanha em Heubach.
Extremamente importante: a coleta dos dados reais de desempenho com relação às seções de downhill e uphill (descidas e subidas de morro) e de sprints do terreno analisado. Ao mesmo tempo, a MERIDA busca descobrir como as forças de propulsão e desaceleração afetaram a parte traseira e quais os valores de aquecimento ocorreram nos freios a disco e gancheiras. Outro aspecto interessante foi o comportamento físico da camada externa do CARBON FLX em relação aos picos de impactos analisados. Nesse contexto, uma análise 3D com cálculo subsequente de FE (Método do Elemento Finito) foi escolhido para ser o método de análise adequado.
Os dados resultantes da real performance permitiu a empresa desafiar completamente a configuração das bicicletas com o intuito de otimizá-las: As dimensões do quadro CARBON FLEX (tubo inferior /caixa do movimento central/ rabeiras inferiores -chain stays) já representaram uma solução ideal? E a melhoria potencial do design do tubo do selim (seat tube)? Que grau de assimetria você faria para um perfeito triângulo traseiro?
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OBSERVAÇÕES SURPREENDENTES
Mesmo a experiente equipe MERIDA de R&D surpreendeu-se na observação de que as rabeiras inferiores (chain stays) receberam um impacto assimétrico durante os testes: ambas partes das rabeiras inferiores (chain stays) demonstraram exatamente o mesmo comportamento físico embora a parte do câmbio/tensão da corrente sempre se aplica exclusivamente ao lado direito (lado da transmissão) do quadro.
Ao mesmo tempo, a influência das forças de desaceleração foram completamente diferentes: especialmente o freio a disco causou cargas de tensão extremamente fortes, afetando o lado esquerdo do quadro, precisamente na distância lateral entre o rotor do freio e o eixo central do selim/rabeira inferior (chain stay).
Essa é a razão pela qual o modelo O.NINE apresenta as rabeiras superiores (seat stays) assimétricas: entre o centro do tubo e a gancheira, o diâmetro da rabeira superior (seat stay) esquerda aumenta consideravelmente para uma absorção otimizada da força do freio . Portanto, esse conceito inteligente fornece uma incrível proteção contra deformações decorrentes a torções laterais no triângulo traseiro.
O RESULTADO
Os inúmeros tipos de testes e medições forneceram todos os dados necessários para a utilização do software CAD e o cálculo FE (Elemento Finito) teórico. Durante o próximo estágio, o departamento de R&D da MERIDA gerou os primeiros modelos em 3D que novamente enfrentaram testes intensivos.
Após esta etapa, os pilotos da MULTIVAN MERIDA BIKING TEAM participaram de longas maratonas de testes no selim dos primeiros protótipos. Finalmente, a empresa sente orgulho em apresentar um resultado único e impressionante, fruto de exaustivos esforços para o cenário de ciclismo internacional: a novíssimo MERIDA O.NINE!
- O peso do quadro é aproximadamente 200g mais leve do que a CARBON FLX 2009, principal modelo de referência dos anos anteriores.
- Otimização da rigidez da caixa do movimento central em aproximadamente 30% (O.NINE/CARBON FLX 65/50 Nm)!
- O excelente conforto da CARBON FLX (deflexão vertical de 7,6 mm; melhor resultado na categoria Bicicletas Rígidas de Competição de Carbono pela revista alemã BIKE 12/2008), brilhará bem mais pelos 9,4 mm da nova MERIDA O.NINE!
Basicamente, essa máquina é uma licença para vencer - como foi provado enfaticamente pela sua primeira performance "pública" sob o controle da MULTIVAN MERIDA BIKING TEAM: em fevereiro de 2009, a MERIDA O.NINE ocupou diretamente o primeiro lugar da primeira competição da Série da Copa do Mundo em Pietermaritzburg (África do Sul). |